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Tempo médio: 10-15 minNível técnico: Intermediário

DHCP Server e DHCP Client

Objetivo

Orientar a equipe técnica sobre distribuição e obtenção automática de IP, com foco em atendimento, operação NOC, documentação e diagnóstico em campo.

Conceito

DHCP Server e DHCP Client é um tema operacional importante dentro de Telecom porque influencia disponibilidade, qualidade do serviço e tempo de resolução de incidentes.
O objetivo não é apenas conhecer o termo, mas saber onde ele aparece na rede, quais sintomas provoca quando está incorreto e quais evidências devem ser coletadas.

Onde se aplica

Este conteúdo se aplica a roteadores de borda, concentradores PPPoE, CPEs, roteamento interno, NAT, firewall, controle de banda e diagnóstico de clientes.
Também deve ser usado em triagens, ativações, manutenções preventivas, correções emergenciais e validações após mudança.

Funcionamento

No RouterOS, cada recurso depende de interfaces corretas, endereçamento, rotas, firewall, logs e ordem de regras.
Na prática, o técnico deve interpretar o cenário completo: equipamento, porta física, configuração lógica, medições, logs e impacto percebido pelo cliente.
No IPv4, DHCP entrega IP, máscara, gateway e DNS. No IPv6, a operação pode envolver DHCPv6, SLAAC, Router Advertisement e prefix delegation, por isso o diagnóstico não deve procurar apenas lease IPv4.

Parâmetros importantes

Pontos que devem ser observados:
  • interface;
  • IP;
  • gateway;
  • VLAN;
  • PPPoE;
  • NAT;
  • firewall;
  • logs;
  • latência;
  • perda de pacote;
  • pool;
  • lease;
  • DNS;
  • DHCPv6;
  • RA/SLAAC;
  • prefix delegation;
Esses parâmetros devem ser comparados com o padrão da operação, histórico do cliente e comportamento esperado do equipamento.

Procedimento prático

Sequência recomendada:
  • fazer backup ou export antes de alterar;
  • identificar interfaces e tráfego;
  • validar IP, rota e DNS;
  • em IPv6, validar prefixo, rota padrão e forma de entrega do endereço;
  • consultar logs e counters;
  • testar conectividade após cada mudança;
Ao final, valide o serviço do ponto de vista do cliente e registre a ação executada.

Evidências obrigatórias

Sempre que houver atendimento, diagnóstico ou alteração, colete:
  • export da configuração relevante;
  • print da tela ou terminal;
  • ping/traceroute;
  • logs;
  • counters de interface ou regra;
  • teste antes e depois;
Sem evidências, fica difícil diferenciar falha física, erro de configuração, problema de backbone ou limitação do equipamento.

Falhas comuns

Sintomas e causas frequentes:
  • regra de firewall em ordem errada;
  • NAT ausente;
  • DHCPv6 ou prefix delegation ausente quando esperado;
  • rota padrão incorreta;
  • bridge mal configurada;
  • PPPoE sem profile adequado;
Essas falhas podem aparecer isoladas ou combinadas. Por isso, evite concluir o diagnóstico com base em uma única medição.

Diagnóstico em campo ou operação

Verifique primeiro conectividade básica, interface ativa, IP e rota. Quando houver IPv6, confirme se o cliente recebeu endereço global, DNS e prefixo coerente. Depois analise firewall, NAT, PPPoE e filas.
Escalone quando houver risco de impacto coletivo, divergência entre documentação e realidade física, falha recorrente sem causa clara ou necessidade de alteração fora da permissão do técnico.
Erro comum: alterar configuração antes de registrar o estado inicial. Isso dificulta auditoria e pode esconder a causa real.

Boas práticas

Recomendações operacionais:
  • usar nomes claros;
  • restringir acesso administrativo;
  • manter backup atualizado;
  • documentar mudanças;
  • testar impacto em janela controlada;
Boas práticas reduzem retrabalho e melhoram a rastreabilidade entre campo, NOC e gestão técnica.

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Resumo

DHCP Server e DHCP Client deve ser tratado de forma prática: verificar parâmetros, coletar evidências, corrigir com critério e documentar o resultado. Esse cuidado acelera o atendimento e evita reincidência.