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Tempo médio: 10-15 minNível técnico: Avançado
Ferramentas / Equipamentos
Máquina de fusão (quando aplicável)ClivadorDecapadoresPower MeterFonte de luz óptica (quando utilizada)Caneta de limpeza óptica+5 itens

POP - Ativação de Cliente FTTH

Procedimento Operacional Padrão (POP) para ativação de novos clientes em redes FTTH, contemplando desde a chegada ao local até a validação final da conexão.

Objetivo

Padronizar o processo de ativação de clientes FTTH, garantindo que a instalação seja executada com qualidade, segurança e conformidade com os padrões do provedor.
Este procedimento busca reduzir retrabalho, minimizar chamados pós-instalação e assegurar que o cliente receba a conexão totalmente operacional.

Quando utilizar

Este procedimento deve ser aplicado em:
  • Novas instalações FTTH;
  • Mudança de endereço;
  • Reativação de clientes;
  • Migração de tecnologia;
  • Reinstalação completa da infraestrutura óptica.

Pré-requisitos

Antes do deslocamento, confirmar:
  • Ordem de Serviço;
  • Endereço do cliente;
  • Porta da CTO;
  • Disponibilidade da fibra;
  • Perfil cadastrado;
  • ONU separada;
  • Roteador disponível (quando fornecido);
  • Materiais necessários.

Ferramentas / Equipamentos

  • Máquina de fusão (quando aplicável);
  • Clivador;
  • Decapadores;
  • Power Meter;
  • Fonte de luz óptica (quando utilizada);
  • Caneta de limpeza óptica;
  • Lenços sem fiapos;
  • Álcool Isopropílico;
  • Notebook ou smartphone;
  • Cabos de teste;
  • Ferramentas básicas de instalação.

Fluxo Resumido

Chegada ao cliente
        │
        ▼
Confirmar instalação
        │
        ▼
Inspecionar infraestrutura
        │
        ▼
Passagem do cabo
        │
        ▼
Conectorização/Fusão
        │
        ▼
Instalação da ONU
        │
        ▼
Provisionamento
        │
        ▼
Validação técnica
        │
        ▼
Orientação ao cliente
        │
        ▼
Encerramento

Procedimento

1. Confirmar a instalação

Apresentar-se ao cliente.
Confirmar:
  • Nome;
  • Endereço;
  • Plano contratado;
  • Local desejado para instalação.
Caso exista inviabilidade técnica, alinhar a melhor alternativa antes de iniciar os serviços.

2. Avaliar o local

Verificar:
  • Caminho do cabo;
  • Local da ONU;
  • Local do roteador;
  • Tomadas disponíveis;
  • Proteção contra chuva;
  • Distância até a CTO;
  • Necessidade de passagem interna.
Buscar sempre o melhor equilíbrio entre qualidade técnica e estética da instalação.

3. Instalar o cabo óptico

Realizar:
  • Passagem do drop;
  • Fixação adequada;
  • Reserva técnica;
  • Curvaturas dentro da especificação;
  • Proteção mecânica;
  • Organização do cabeamento.
Evitar:
  • Cabos tensionados;
  • Curvas acentuadas;
  • Cabos próximos à rede elétrica.

4. Realizar fusão ou conectorização

Executar conforme padrão adotado pelo provedor.
Após concluir:
  • Limpar conectores;
  • Conferir acabamento;
  • Verificar integridade.
Nunca conectar fibras sem limpeza prévia.

5. Medir potência óptica

Antes da ativação registrar:
  • Potência recebida (Rx).
Caso esteja fora da especificação:
Consultar:
POP - Medição de Potência Óptica
Prosseguir apenas após corrigir a causa.

6. Instalar a ONU

Verificar:
  • Fonte original;
  • Ventilação adequada;
  • Organização dos cabos;
  • Local protegido;
  • Identificação do equipamento.
Registrar:
  • Fabricante;
  • Modelo;
  • Número de série.

7. Provisionar a ONU

Cadastrar:
  • Número de série;
  • Porta;
  • Perfil;
  • VLAN;
  • Serviço.
Confirmar:
  • Registro na OLT;
  • PON sincronizado;
  • LOS apagado.

8. Configurar o roteador

Quando fornecido pelo provedor:
  • Configurar WAN;
  • Configurar LAN;
  • Configurar Wi-Fi;
  • Alterar senha administrativa;
  • Definir SSID;
  • Configurar segurança.
Consultar:
POP - Configuração de Roteadores

9. Validar autenticação

Caso utilize PPPoE:
Confirmar:
  • Sessão estabelecida;
  • Endereço IP recebido;
  • Navegação.
Consultar:
POP - Diagnóstico PPPoE

10. Executar testes

Realizar:
  • Ping Gateway;
  • Ping Internet;
  • Ping DNS;
  • Teste de velocidade;
  • Navegação;
  • Streaming (quando solicitado).
Consultar:
POP - Testes Básicos de Conectividade

11. Validar Wi-Fi

Verificar:
  • Cobertura;
  • Intensidade do sinal;
  • Banda utilizada;
  • Navegação.
Quando necessário:
Consultar:
POP - Diagnóstico de Wi-Fi

12. Orientar o cliente

Informar:
  • Nome da rede;
  • Senha do Wi-Fi;
  • Cuidados com a fibra;
  • Cuidados com a fonte;
  • Como reiniciar corretamente os equipamentos;
  • Canais de atendimento.
Responder eventuais dúvidas.

Critérios de Aprovação

A instalação será considerada concluída quando:
  • Potência óptica dentro da especificação;
  • ONU sincronizada;
  • PPPoE autenticado (quando aplicável);
  • Internet funcionando;
  • Teste de velocidade compatível com o plano;
  • Wi-Fi funcionando;
  • Cliente validar o serviço.

Evidências obrigatórias

Registrar:
  • Foto da fachada;
  • Foto da instalação interna;
  • Foto da ONU;
  • Foto do roteador;
  • Foto da passagem do cabo;
  • Potência óptica;
  • Número de série da ONU;
  • Teste de velocidade;
  • Cliente presente na validação.

Se isso não resolver

Siga para o procedimento relacionado conforme o sintoma encontrado.

Potência fora da especificação

POP - Medição de Potência Óptica

PPPoE não autentica

POP - Diagnóstico PPPoE

Problema de Wi-Fi

POP - Diagnóstico de Wi-Fi

Problema físico

POP - Inspeção Física da Instalação

Necessidade de substituir ONU

POP - Troca de ONU

Atendimento concluído

POP - Validação Final do Atendimento

Erros Comuns

  • Não medir a potência óptica antes da ativação.
  • Instalar a ONU em local sem ventilação.
  • Não registrar o número de série da ONU.
  • Deixar cabos sem fixação.
  • Entregar o Wi-Fi sem testes.
  • Não orientar o cliente sobre cuidados com a fibra.
  • Encerrar a instalação sem validação do cliente.

Referências

Documentos relacionados


Aprendizado Operacional

A qualidade de uma instalação FTTH é determinada nos primeiros minutos do serviço. Uma passagem de cabo bem executada, conectores limpos, potência óptica dentro da especificação e configuração correta da ONU reduzem significativamente os chamados de suporte e aumentam a vida útil da instalação.
A ativação deve ser encarada como a entrega de um serviço completo, e não apenas como a disponibilização de acesso à Internet. Uma instalação organizada, devidamente documentada e validada pelo cliente representa um dos principais indicadores de qualidade operacional do provedor.
Regra operacional da RMEvolution:
Nenhuma instalação FTTH deve ser considerada concluída sem validação técnica completa, documentação da instalação e confirmação de funcionamento pelo cliente.

Método RMEvolution de validação

Use a sequência abaixo para transformar sintoma em decisão operacional:
  • Evidência observada: registre o fato bruto, com print, foto, log ou medição.
  • Hipótese levantada: descreva a causa provável que será testada.
  • Teste executado: informe ferramenta, condição do teste e valor esperado.
  • Resultado obtido: registre o valor medido, resposta do sistema ou comportamento observado.
  • Hipótese descartada ou confirmada: explique o motivo técnico da decisão.
  • Conclusão operacional: defina correção, orientação, monitoramento ou escalonamento.
  • Nível de confiança: use baixo, médio ou alto conforme a qualidade das evidências.
Quando não houver evidência suficiente, não encerre o diagnóstico como confirmado. Registre a pendência e escale com contexto.